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Dog Festa: um negócio bom pra cachorro

Adriana Oliveira transformou o amor pelos pets em uma confeitaria para cães, hoje referência no Recife e inspiração para outras mulheres empreenderem.
Por João Pedro Oliveira
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O que começou como uma tradição de família se transformou em referência no mercado pet recifense. Aos 34 anos, Adriana Oliveira encontrou na confeitaria para cães uma vocação profissional e, mais do que isso, uma forma de gerar impacto para outras mulheres.  Natural de Recife, Adriana é formada em Jornalismo e chegou a atuar na área. Mas, na busca por uma renda extra, enxergou no mercado pet uma oportunidade promissora. “A Dog Festa nasceu do amor pelos pets e da percepção de que eles são membros da família”, conta.

A marca foi oficialmente criada em 2017, mas a vontade vinha de antes. Desde a infância, Adriana cresceu vendo a mãe organizar festas para os animais da casa. Já adulta, decidiu fazer uma comemoração especial para o cachorro da família, Baião. Ao fim da festa, os convidados ficaram encantados. “Ali, na festa dele, a luz do empreendedorismo acendeu”, relembra. Depois disso, ela precisou mudar a mentalidade para que seu negócio ganhasse forma. “Percebi que não era apenas sobre vender bolos bonitinhos. Decidimos profissionalizar e tratar a Dog Festa como uma marca”, explica.

Ao longo dos anos, a demanda pelos produtos cresceu à medida que o posicionamento da marca amadureceu. Datas comemorativas se tornaram oportunidades para impulsionar as vendas.
“Trabalhamos com planejamento, aproveitando períodos como Páscoa, São João e Natal, que são de maior movimento no mercado pet”, explica. O cardápio acompanha o calendário com criações como ovos de Páscoa para cães, ‘cãonetones’ e ‘cãojicas’, produtos que chamam atenção e ajudam a ampliar a base de clientes.

Outro marco importante foi a criação do ABC da Confeitaria Pet, projeto de capacitação que ensina outras mulheres a transformar petiscos para cães em fonte de renda. “Quando comecei a ensinar outras mulheres, a empresa deixou de ser apenas um negócio de produtos e passou a ser também um negócio de impacto e educação”, afirma.

DESAFIOS

Para Adriana, os maiores desafios enfrentados por mulheres no empreendedorismo não são apenas técnicos, mas emocionais. “Muitas acumulam funções, enfrentam insegurança, medo de julgamento e nem sempre têm apoio. Existe também a dificuldade de enxergar o próprio negócio como empresa de verdade”, pontua. Hoje, também como professora de confeitaria pet, ela defende um modelo de liderança baseado na colaboração.

Liderança feminina não é sobre competição, é sobre expansão. Existe espaço para todas brilharem.

Adriana Oliveira, proprietária da Dog Festa

Adriana também percebe mudanças positivas no cenário do empreendedorismo feminino – mas reconhece que ainda há muitos avanços a serem conquistados. “Vejo mais mulheres buscando capacitação e entendendo a importância de ter sua independência e sua renda. O mercado está mais aberto para marcas lideradas por mulheres. Por isso, a profissionalização deve ser sempre um norte. Trabalhar a mentalidade, sobretudo na gestão, continua sendo um grande desafio.”

E, para as mulheres que ainda têm medo de começar a empreender, ela deixa um recado sobre autoconhecimento e evolução. “Não espere estar pronta. Comece como você pode e vá aperfeiçoando no processo. Invista muito em você e não deixe que ninguém diminua o seu trabalho, independentemente do seu tamanho”, conclui.