Na última quinta-feira (19), o Sebrae/PE sediou a reunião de lançamento do Comitê Estadual de Investimentos e Negócios de Impacto Socioambiental de Pernambuco (CENIS/PE). A iniciativa reúne governo, setor produtivo, universidades e instituições financeiras e passa a atuar na articulação de ações, na proposição de políticas públicas e no acompanhamento de iniciativas ligadas à chamada economia de impacto — modelo que combina retorno financeiro com soluções para desafios sociais e ambientais.
O encontro também destacou a adesão de Pernambuco, em 2025, ao Sistema Nacional de Economia de Impacto (Simpacto), do Governo Federal, que conecta estados e municípios em uma rede de promoção desse segmento. Na prática, a integração amplia o acesso a investimentos, parcerias e oportunidades de desenvolvimento para negócios locais.
Nesse contexto, o Sebrae atua como um dos principais articuladores da pauta no estado, contribuindo para a mobilização de atores, o apoio aos empreendedores e a conexão entre políticas públicas e o setor produtivo, ampliando o acesso a conhecimento, mercado e financiamento, especialmente para micro e pequenas empresas.
Para o especialista do Sebrae/PE em ESG, Ricardo Arruda, o momento marca um avanço na organização do setor no estado. “
Embora sejam iniciativas distintas, o CENIS/PE e o SIMPACTO são complementares: enquanto o comitê organiza a atuação no âmbito estadual, a adesão ao sistema nacional fortalece a inserção de Pernambuco em uma agenda mais ampla de desenvolvimento sustentável
Ricardo Arruda, especialista do Sebrae/PE em ESG.
Durante a reunião, os participantes alinharam o papel e as prioridades do CENIS/PE, além de discutir diretrizes da Estratégia Nacional de Investimentos e Negócios de Impacto (Enimpacto), que orienta o desenvolvimento dessa agenda no país.
A criação do comitê ocorre em meio ao avanço dos negócios de impacto no Brasil e busca posicionar Pernambuco de forma mais competitiva nesse cenário. A expectativa é que a iniciativa contribua para ampliar o acesso a crédito, fomentar a inovação e estimular a geração de renda a partir de soluções voltadas a problemas sociais e ambientais.
“Com a iniciativa, o estado passa a contar com um espaço formal de governança, o que deve facilitar a conexão entre políticas públicas e o setor produtivo e criar um ambiente mais favorável ao desenvolvimento desses negócios”, completa Ricardo.

