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Visitas técnicas a empresas de inovação no agronegócio marcam o início do ELI Summit em Petrolina

Tecnologias e startups com soluções para a ampliação de cultivos da fruticultura foram destaques nas agendas em startups como a Bee Inova
Por Thatiany Lucena
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A apresentação de empresas com soluções inovadoras para o agronegócio em Petrolina marcou o início da programação do ELI Summit na cidade, nesta quarta-feira (19). O evento segue até a sexta-feira (21), no auditório da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). Durante a manhã, a programação incluiu visitas técnicas a espaços como o Laboratório de Farmacotécnica Univasf (Startup Nano Flora) e a CoopexVale, a fazenda FP Fitipaldi e a Bee Inova, startup que desenvolve soluções de polinização agrícola usando abelhas nativas sem ferrão.

A Bee Inova recebe apoio do Sebrae Pernambuco por meio do programa Inova Caatinga e também recebe mentorias por meio do programa Capital Empreendedor. A startup também atua na incubadora Intecvasf (Incubadora Tecnológica da Univasf), que trabalha diretamente com o Sebrae. Há 8 meses em operação como startup, a solução da Bee Inova surgiu ainda em 2015 como um objeto de estudo com o apoio acadêmico da Univasf.

Ao longo dos anos, a utilização das abelhas para ampliar o processo de polinização foi identificada, comprovada e patenteada como viável para aumentar a produtividade da fruticultura do Vale do São Francisco. Segundo a CEO da Bee Inova, Aline Andrade, a solução é capaz de gerar um incremento mínimo de produtividade de 40% a 70% no cultivo da manga na região do Vale do São Francisco. A startup passou a receber incentivo da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) em 2021 e, hoje, já vende o serviço para grandes produtoras da região.

Ao todo, dez produtores de manga já passaram pelo projeto da Bee Inova. Os resultados apresentados indicam o potencial da alternativa na região do Vale do São Francisco, área que lidera na exportação de mangas do Brasil. Uma das grandes empresas com contrato em vigor com a startup conseguiu aumentar em torno de 40% a produtividade no cultivo da fruta. A alta gerou um incremento de R$ 80 mil por hectare no ciclo de produção de 2021 a 2026, além de aumentar em 5% a qualidade do fruto e diminuir em 20% as perdas operacionais. Todo o processo de introdução das colônias no cultivo das frutas é monitorado por sensores inteligentes que coletam dados em tempo real.

Aline detalha que a solução científica foi identificada com a percepção da maior polinização em áreas com a maior quantidade de abelhas. “Quando nós iniciamos o levantamento das abelhas na área de cultivo, escutamos muitos produtores falando que vinham investindo em insumo e em várias tecnologias, fazendo o melhoramento de solo e fertilizante e mesmo assim não tinha mais o resultado. Nos últimos anos, o resultado caiu entre 20% a 50%. Em campo, observamos que a floração era plena e que o problema não era a saúde da planta, era o polinizador”, explica.

Segundo ela, as áreas mais próximas da caatinga tinham mais polinizadores graças à presença de mais espécies e maior quantidade de abelhas, comparadas às áreas mais distantes. Agora, a Bee Inova planeja atuar no cultivo das uvas, que projeta uma alta de até 6% na produtividade e o aumento da qualidade da fruta.

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