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Confeitaria pernambucana avança no processo de registro de IGs com definição de entidade representativa

Evento no Sebrae marcou início de nova fase em busca do reconhecimento do selo para os bolos de noiva, de rolo e Souza Leão
Por Larissa Correia
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A conquista de uma Indicação Geográfica (IG) depende da união de forças em um território. Cientes desse esforço coletivo, dezenas de produtores de bolos de noiva, de rolo e Souza Leão de todo o estado reuniram-se, na tarde da última segunda-feira (26), em assembleia na sede do Sebrae/PE, no Recife. O encontro marcou a posse da nova Diretoria Executiva e do Conselho da Associação da Confeitaria de Pernambuco (Assucar), além da integração de novos membros à entidade.

A reunião promovida pelo Sebrae/PE marcou a mudança estatutária da entidade de classe, que atuará como substituta processual no pedido do registro dos três icônicos bolos pernambucanos junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A definição é obrigatória e permite o avanço legal da iniciativa.

Diferentemente de um registro de marca, que precisa ser validado a cada dez anos, a IG é vitalícia, porém precisa ser cuidada. As boleiras presentes nesta reunião estão, literalmente, fazendo parte da trajetória, deixando um legado para a história desses alimentos tradicionais da confeitaria pernambucana. A expertise das produtoras será a referência de qualidade, do modo de fazer e de como essas receitas emblemáticas serão preservadas

Roberta Andrade, gestora do projeto de IGs no Sebrae/PE.

Segundo a especialista, embora as exigências sejam inúmeras, as vantagens surgem no processo de estruturação. Entre elas, estão o estímulo ao investimento na unidade produtiva, o aumento no valor do legado e o incremento na competitividade nos mercados nacional e externo. Roberta reforçou ainda o impacto da parceria com a Agência Estadual de Desenvolvimento Econômico (Adepe) no estudo de 16 potenciais IGs em Pernambuco, empreitada orçada em mais de R$ 3 milhões.

Sulamita Santana presidirá a Assucar pelos próximos quatro anos. “Assumo a função com responsabilidade e escuta. Alinhamos nossas expectativas e apontamos demandas urgentes, como a democratização do acesso e a consolidação de uma rede de apoio que, graças a Deus, já possuímos com o Sebrae e outros parceiros. Também precisamos de um canal de comunicação ativa, capacitação técnica e aproximação com fornecedores, feiras e estandes”, enfatizou.

A nova titular da entidade detalhou ainda as metas definidas para o período de até quatro anos. Ela ressaltou a estruturação da base operacional da instituição, o início da implementação de programas de fortalecimento da associação e o objetivo de tornar o trabalho uma referência no setor, dentro e fora do estado, servindo de modelo para as IGs que virão. “Também queremos poder acessar mercados internacionais. Não é algo impossível, mas, para alcançar todas as metas, precisamos ter um grupo engajado, com a união de todos os integrantes”, acrescentou.

Créditos: Divulgação Sebrae/PE

SAIBA MAIS

Pernambuco tem 16 produtos em fase de estudo com potencial para obtenção do selo. Fazem parte desse grupo os bolos de rolo, de noiva e Souza Leão; o mel do Sertão do Araripe; o abacaxi de Pombos; o café de Triunfo e de Taquaritinga do Norte; a carne ovina do Sertão do São Francisco; o artesanato de barro do Alto do Moura e de Tracunhaém; o artesanato de madeira de Sertânia; a renda renascença de Poção; os queijos coalhos artesanais produzidos no Agreste e no Sertão do Araripe; e a uva e a manga produzidas no Vale do São Francisco.

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