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ELI Summit: desafios dos ecossistemas de inovação é destaque do 1º dia de evento

Abertura do Eli Summit, em Petrolina, reuniu representantes de ecossistemas de todas as regiões de Pernambuco
Por Thatiany Lucena
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O primeiro dia da programação da quinta edição do ELI Summit, realizado na última quarta-feira (19), em Petrolina, teve como foco os desafios das lideranças no ecossistema de inovação. Os momentos de palestras e painel foram apresentados por especialistas nacionais, que permitiram a troca de conhecimento e experiências entre os gestores participantes. O evento, promovido pelo Sebrae Pernambuco, reuniu startups, especialistas e representantes de instituições.

A abertura da programação de palestras durante a tarde foi marcada pela participação da diretoria do Sebrae em Petrolina, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (SECTI/PE) e da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

O ELI Summit, realizado pela segunda vez em Petrolina, reforça a potência do ecossistema regional de inovação, que se destaca como segundo maior do estado.

Petrolina vem despontando como ecossistema que tem muita influência, que trabalha muito a ciência, tecnologia e inovação voltada para esse processo, incluindo o mundo de negócios. Existem vários atores que estão nesse movimento com o Sebrae, entendendo como é possível ampliar essas oportunidades de inovação para o território do Sertão.

Lívia Moura, gerente de Negócios Inovadores do Sebrae/PE.

PALESTRAS

A rodada de palestras foi iniciada com o tema “Desafios Nacionais para os Ecossistemas”, ministrada por Raquel Minas, analista do Sebrae Nacional na área de ecossistemas de inovação. O momento tratou tópicos como jornada do empreendedorismo inovador, apoio ao empreendedor e os principais desafios dos ecossistemas brasileiros.

“O movimento dos ecossistemas tem evoluído bastante nos últimos anos, mas ainda tem alguns desafios a serem enfrentados, o principal deles é o acesso ao capital. As empresas inovadoras ainda têm bastante vontade de acessar o capital de risco. Outro desafio é a governança conseguir trazer cada vez mais empresas para fazer parte desse movimento”, detalha.

Raquel avalia ainda que, em Petrolina, o cenário é de evolução, pois o ecossistema local consegue utilizar tecnologias desenvolvidas nas universidades e levar soluções inovadoras para o mercado. “O caminho é aproximar cada vez mais a academia, o mercado e o setor público, desburocratizando, incentivando e trazendo esses investimentos também. Esses atores juntos são capazes de trazer ainda mais evolução para o ecossistema”, reitera.

A programação seguiu com a palestra “Raio X dos Territórios”, apresentada por Daniel Leipnitz, fundador e ex-presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate). Durante a apresentação, ele citou algumas das principais vocações produtivas de algumas regiões de Pernambuco, como é o caso do Sertão do Araripe, com o gesso e mineração, e o hub de inovação do Sertão do Pajeú, que conecta os municípios de Serra Talhada e São José do Egito.

Segundo Daniel, a análise interna dos aspectos que movem os ambientes de inovação servem para que os atores do ecossistema entendam a origem real de alguns desafios. “Muitas vezes nos concentramos nas instituições, nas universidades e nos esquecemos de ver como é que está o nosso relacionamento e a nossa confiança. Tudo isso é o que vai fazer realmente a diferença porque a mudança verdadeira acontece aqui dentro da nossa cabeça”, aponta.

O encerramento do turno da noite ficou por conta do especialista em liderança colaborativa, mobilização de atores e desenvolvimento de ecossistemas inovadores, Pedro Mello, que apresentou a palestra “EGO, a disrupção final”. Na ocasião, ele trouxe experiências emocionais como forma para destravar crenças limitantes nas lideranças.

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  • ELI; Eli Summit; ecossistemas de inovação; inovação; transformação digital; startups; ambientes inovadores