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Instituições da Zona Oeste do Recife criam ecossistema voltado à inovação e ciência aplicada

Com apoio do Sebrae, iniciativa reunirá ativos científicos e tecnológicos da capital para fomentar o desenvolvimento de soluções inovadoras
Por Larissa Correia
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O ecossistema de ciência, tecnologia e inovação de Pernambuco ganhará um novo impulso com o lançamento do Ecossistema de Inovação e Ciência Aplicada da Zona Oeste do Recife, uma rede de cooperação integrada formada por instituições de ciência, tecnologia, inovação e desenvolvimento local do território. A iniciativa, que será estruturada a partir da metodologia de Ecossistemas Locais de Inovação (ELI), desenvolvida pelo Sebrae, pretende fortalecer a conexão entre pesquisa, setor produtivo e mercado, ampliando a competitividade das empresas e contribuindo para o crescimento econômico do estado. A apresentação oficial será nesta segunda-feira (15), às 16h, na sede da instituição, no Recife.

No evento, serão detalhados o funcionamento da rede, os membros da governança colaborativa, os números consolidados do território e as competências, especialidades e ações de impacto das instituições participantes, além do potencial de atendimento e das áreas de atuação junto a empresas e organizações, bem como as oportunidades de pesquisa aplicada e inovação. A solenidade também será aberta a entidades interessadas em conhecer e até integrar o movimento.

ARTICULAÇÃO

A criação do ecossistema nasce de esforços compartilhados entre as instituições, com a construção de um grupo estratégico e colaborativo que busca reunir competências complementares instaladas em um dos territórios com maior concentração de conhecimento científico, infraestrutura tecnológica e formação de talentos do Nordeste brasileiro. Esse espaço é um terreno fértil para o surgimento de deeptechs – startups desenvolvidas a partir de pesquisas científicas e tecnologias avançadas, com elevado potencial de internacionalização e de geração de soluções de alta complexidade. Entre os exemplos estão as pernambucanas Pluvi e AquaStone.

O grupo fundador é formado pelo Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), Instituto Internacional Despertando Vocações (IIDV), Parqtel, Universidade de Pernambuco (UPE) e universidades Federal (UFPE) e Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), além do Hospital das Clínicas (EBSERH) e do Parque.TeC UFPE. Juntas, essas organizações concentram parte significativa da capacidade científica, tecnológica e de inovação do estado, reunindo infraestrutura, pesquisadores, especialistas, ambientes de inovação e projetos voltados ao desenvolvimento regional.

O processo de estruturação do ecossistema tem como base a metodologia ELI – Ecossistemas Locais de Inovação, concebida pelo Sebrae. A abordagem busca fortalecer ambientes de inovação em municípios e territórios, estimulando o desenvolvimento de pequenos negócios inovadores e o progresso econômico local. A estratégia prevê a criação de uma governança colaborativa, ações coordenadas de longo prazo e o monitoramento contínuo da evolução do ecossistema.

“Pernambuco já é reconhecido nacionalmente pela força do seu ecossistema de inovação, pela qualidade de sua base científica e tecnológica e pela capacidade de formar talentos e de gerar conhecimento. Esse novo ecossistema surge para conectar essas competências de forma mais estratégica, transferindo conhecimento, ampliando oportunidades de colaboração e gerando soluções para instituições, empresas e sociedade”, destaca o superintendente do Sebrae/PE, Murilo Guerra.

Nesse contexto, o Sebrae/PE participa como um fomentador da iniciativa, cooperando para agregar todos os atores envolvidos no processo. “É nosso papel fortalecer essas conexões, aproximando o conhecimento das oportunidades de negócios, apoiando a inovação empresarial e contribuindo com a capacidade de transformar saberes e ativos científicos em inovação, competitividade, desenvolvimento econômico e geração de valor para a sociedade. O grande propósito dessa convergência é contribuir para Pernambuco expandir sua capacidade de gerar soluções com impacto local e relevância global”, completa o superintendente.

Confira os números consolidados das instituições participantes do Ecossistema de Inovação e Ciência Aplicada da Zona Oeste do Recife

  • Mais de R$ 1,36 bilhão em recursos mobilizados para ciência, tecnologia e inovação
  • Mais de 560 laboratórios
  • 147 laboratórios multiusuários
  • 46 startups vinculadas
  • Mais de 65 mil estudantes
  • Pelo menos 8,4 mil alunos de mestrado
  • Mais de 5,6 mil alunos de doutorado
  • Cerca de 6 mil pesquisadores
  • Mais de 2,4 mil projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I)
  • ecossistema local de inovação
  • ecossistemas locais de inovação
  • ELI