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Pernambuco lidera crescimento de startups no Brasil

Estado registra alta de 72,2% no número de startups e reforça protagonismo do Nordeste, segundo o Sebrae Startups Report Brasil 2025
Por Com informações do Sebrae Startups
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O eixo da inovação brasileira está se deslocando: embora o Sudeste ainda concentre a maior fatia das startups do país, o Nordeste se consolida como a segunda principal região em número de empreendimentos deste modelo e lidera o crescimento proporcional, segundo a recém-lançada pesquisa Sebrae Startups Report Brasil 2025. Neste cenário, Pernambuco registrou alta de 72,2% na quantidade de startups, na comparação com o ano anterior – o maior avanço percentual entre todos os estados.

Acesse aqui o estudo completo.

O desempenho pernambucano reforça o fortalecimento do ecossistema local, ancorado por universidades, parques tecnológicos e programas de fomento. “Os dados evidenciam a ampliação consistente do ecossistema de startups em Pernambuco, refletindo um ambiente cada vez mais favorável ao desenvolvimento tecnológico, à atração de investimentos e à geração de negócios qualificados”, afirma Murilo Guerra, superintendente do Sebrae/PE.

Esse resultado ainda contribui para fortalecer a cultura de inovação sustentável e competitiva e nos impulsiona a continuar investindo nesse segmento como vetor estratégico para o desenvolvimento do estado.

Murilo Guerra, superintendente do Sebrae/PE.

Expansão acelerada  

O levantamento analisou 22.869 startups mapeadas pelo Sebrae em todo o Brasil até dezembro de 2025, alta de 26,7% em relação ao ano anterior. Em 2023, eram 11.336 empresas; em 2024, 18.056. O ecossistema se aproxima de 23 mil negócios, evidenciando expansão acelerada e maior capilaridade regional.

O Sudeste responde por 36% das startups brasileiras. O Nordeste já reúne 25,2%, à frente do Sul (20,3%), Centro-Oeste (9,7%) e Norte (8,8%). O avanço nordestino consolida um modelo mais distribuído de inovação no país — menos concentrado no eixo tradicional Rio-São Paulo. No recorte estadual, São Paulo (5.119 startups), Santa Catarina (2.239) e Minas Gerais (1.385) permanecem como os maiores polos, representando juntos 38,3% do total mapeado. Pernambuco aparece em quinto lugar na lista, com 1.188 negócios mapeados, respondendo por 5,2% do volume total.

O ranking municipal confirma a descentralização, com outra distinção pernambucana. A cidade de São Paulo concentra 10,6% das startups do país (2.416 empresas, crescimento de 26,4% no ano), mas capitais fora do eixo tradicional se destacam cada vez mais entre as startups mapeadas e que participam de iniciativas do Sebrae. Entre as representantes do Nordeste, Recife é a primeira a surgir, em quarto lugar na lista, somando 640 empreendimentos do tipo e crescimento de 46,1% no período – o maior avanço entre as dez principais capitais. Fortaleza aparece em seguida, reunindo 571 empresas, alta de 40,6%. Teresina também aparece entre as dez cidades com maior número absoluto de startups (440), com crescimento de 19,2%.

O Top 10 municipal inclui ainda Florianópolis (921; +18,1%), Rio de Janeiro (724; +24,6%), Brasília (541; +20,8%), Belo Horizonte (490; +22,8%), Curitiba (481; +15,9%) e Porto Alegre (450; +27,8%). A presença de múltiplas capitais médias entre as que mais crescem sugere amadurecimento do modelo multi-hub, no qual diferentes regiões passam a desenvolver especializações próprias.

Diversificação 

Além da nova geografia, o relatório Sebrae Startups Report Brasil 2025 mostra um ecossistema nacional que se expande mantendo forte orientação ao mercado corporativo. Mais de 70% das startups mapeadas pelo Sebrae em todo o Brasil operam nos modelos B2B ou B2B2C, atuando como fornecedoras de tecnologia para empresas. O setor de Tecnologia da Informação lidera (14,5%), seguido por Saúde e Bem-Estar (11,8%), Educação (8,5%), Agronegócio (7,5%) e Impacto Socioambiental (6,1%).

O modelo de receita predominante é o SaaS, adotado por 39,1% das startups, enquanto software (39,3%) e serviços (35,8%) concentram a maior parte dos produtos ofertados. A digitalização crescente das economias regionais contribui para essa expansão fora do eixo tradicional, ao reduzir barreiras geográficas e permitir que empresas nasçam com alcance nacional desde o início.

Desafios  

O estudo mostra ainda que o ecossistema nacional de startups permanece majoritariamente jovem: 37,7% das startups estão na fase de validação e 25,1% em ideação. A concentração em estágios iniciais indica renovação constante da base empreendedora. 

Mais da metade das startups do Brasil ainda não gera receita, dado compatível com o estágio de maturidade. Ao mesmo tempo, a alta adoção de tecnologias como Inteligência Artificial (51,8%), APIs (26,7%) e computação em nuvem (22,6%) demonstra que as empresas já nascem digitais e orientadas a dados. O desafio do próximo ciclo será transformar crescimento em escala, ampliar acesso a mercados maiores e aumentar a complexidade tecnológica, hoje concentrada em software e serviços, com baixa presença de hardware e deep tech.

Atuação nacional 

O relatório também evidencia o papel institucional no fortalecimento do ecossistema. Em 2025, o Sebrae realizou 93.288 atendimentos a startups em todo o Brasil, crescimento de 17,2% em relação ao ano anterior. A maior parte das interações ocorre por meio de orientação (39,87%), ferramentas digitais (13%), palestras (12,67%). e consultorias (11,47%). A busca por gestão da inovação (39,85%) lidera a demanda.

O Nordeste é o segundo polo de startups do Brasil. Isso mostra o potencial que é a região. O crescimento dos estados da região supera o do PIB nacional. E o Sebrae precisa apoiar na construção dos marcos regulatórios e com isso permitir que esses negócios continuem ampliando as oportunidades

Décio Lima, presidente do Sebrae.

“A plataforma Sebrae Startups, juntamente com o Observatório Sebrae Startups, tem permitido uma atuação qualificada e focada do Sebrae e de seus parceiros para o desenvolvimento de iniciativas em prol dos empreendedores brasileiros”, completa Bruno Quick, Diretor Técnico do Sebrae Nacional. “São duas ferramentas fundamentais para que o Sebrae possa ser referência na promoção do empreendedorismo e na geração de valor para os pequenos negócios, nossa visão de futuro”, completa.

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