O segundo dia do Eli Summit, na quinta-feira (20), em Petrolina, foi marcado por uma série de painéis que reuniram representantes dos ecossistemas de inovação, dos governos e de instituições de municípios das diversas regiões do estado. O evento, promovido pelo Sebrae Pernambuco, seguiu até a sexta-feira (21), com uma programação dinâmica que integra oficinas, palestras e painéis no auditório da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).
Os momentos de troca de experiências reforçaram debates sobre potenciais, desafios e ações de inovação que já ocorrem nos territórios, como é o caso de municípios como Igarassu, Caruaru, Petrolina e de algumas cidades que fazem parte do Sertão Central de Pernambuco.
A sequência de painéis foi ministrada pelo empresário, conselheiro estratégico e palestrante internacional, Daniel Leipnitz. Ele apresentou painéis com os temas “Raio X dos Territórios”, “Os Desafios dos Ecossistemas” e o “Problemas e Oportunidades, para onde vai o seu olhar?”.
As dinâmicas trouxeram debates sobre os principais pontos de maturidade, forças e gargalos em municípios e regiões do estado, fortalecendo o diálogo entre os principais atores do setor nas regiões. Participaram desses momentos, representantes do Sebrae/PE, de hubs de inovação espalhados pelo estado, da academia e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (SECTI/PE).
Entre os principais tópicos levantados sobre os ambientes transformadores, foram pontuados os desafios do setor de inovação em Caruaru na busca por soluções de tecnologia voltadas para a indústria têxtil. Os participantes também reforçaram a importância de aumentar o diálogo com o setor produtivo e fortalecer a comunicação e a atuação coletiva.
Para Daniel, o debate incentivou ideias para reforçar o diálogo permanente entre os setores de inovação das cidades, incentivando o desenvolvimento de ideias transformadoras. “A solução apresentada que me chamou mais atenção foi de estruturar uma rede estadual de ecossistemas, e de boas práticas. Além da criação de um grupo onde as pessoas possam conversar, se comunicar e trocar experiências”, disse.
EDUCAÇÃO
Ele destacou ainda problemas mais complexos que foram discutidos como o déficit de profissionais e o que pode ser feito pelas organizações para suprir as demandas pelas vagas em educação no país, apontado como fator causado pelo desinteresse dos estudantes em cursos de licenciatura. Esse ponto estimulou os participantes a refletirem sobre alternativas para a mudança de cultura desde a educação de base, fazendo com que a qualificação universitária fortaleça o vínculo com as demandas dos setores produtivos das regiões.
A programação foi finalizada com a palestra que abordou os Perfis comportamentais dentro da ferramenta “DISC”, apresentada por Pedro Mello. Na ocasião, ele trouxe exemplos de cases de empresas que souberam valorizar os perfis dos trabalhadores diante das suas atribuições. Esse teste avalia potenciais dos profissionais dentro das características Dominância (D), Influência (I), Estabilidade (S) e Conformidade (C).

