Três das mais tradicionais e emblemáticas iguarias da confeitaria pernambucana – os bolos de rolo, de noiva e Souza Leão – estão mais perto de conquistar o reconhecimento como Indicação Geográfica. Nesta segunda-feira (26), a partir das 14h30, o Sebrae Pernambuco promove, em sua sede no Recife, o encontro que reunirá produtores desses alimentos para uma etapa decisiva do processo: a adequação da Associação da Confeitaria de Pernambuco – Assucar para representar legalmente os fabricantes de bolo no pedido do registro junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
Para isso, durante o evento, ocorrerá a formalidade da mudança estatutária da Assucar, o que possibilitará que a entidade atue como substituta processual no pedido de registro. Além da assembleia para alteração do estatuto, a programação inclui a posse da nova Diretoria e do Conselho e a entrada de novos associados na instituição. O encontro também será um momento de atualização sobre o andamento do processo para solicitação do selo, que identifica a origem de produtos ou serviços a partir de características únicas, reputação ou tradição diretamente ligadas a um território específico.
A Indicação Geográfica é uma conquista da coletividade, e a busca pela certificação exige que exista uma entidade legitimada para atuar em nome desse grupo. A definição do substituto processual é um marco importante e estratégico dentro do projeto de estruturação do registro. A partir dessa etapa, a Assucar passa a representar os produtores de todo o estado e, futuramente, será responsável pela gestão das IGs desses três bolos tradicionais e icônicos da nossa gastronomia.
Roberta Andrade, gestora do projeto das IGs no Sebrae/PE.
Panorama
Pernambuco tem 16 produtos em fase de estudo com potencial para obtenção do selo. Fazem parte desse grupo os bolos de rolo, de noiva e Souza Leão, o mel do Sertão do Araripe, o abacaxi de Pombos, o café de Triunfo e de Taquaratinga do Norte, a carne ovina do Sertão do São Francisco, o artesanato de barro do Alto do Moura e de Tracunhaém, o artesanato de madeira de Sertânia, a uva e a manga produzidos no Vale do São Francisco, a renda renascença de Poção e os queijos coalhos artesanais produzidos no Agreste e no Sertão do Araripe.
O projeto é desenvolvido numa parceria entre o Sebrae/PE e a Agência Estadual de Desenvolvimento Econômico (Adepe). O investimento na empreitada é de R$ 3 milhões.
“O projeto de reconhecimento de novas IGs em Pernambuco busca a valorização da identidade, da cultura produtiva e o fortalecimento da economia regional. Essa identificação aumenta o vínculo de confiança com o consumidor e contribui para resguardar as particularidades dos itens, preservando a tradição do modo de fazer e protegendo as particularidades que tornam esses produtos únicos”, conclui Roberta Andrade.

