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Riquezas da Mata dá visibilidade aos artesãos e produtores de Ipojuca e Feira Nova

O evento contou com empreendedores da Zona da Mata, que expuseram produtos com a cara e a história de cada território
Por Laiziane Soares e Vitória Vilela
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Dar visibilidade para o que cada região tem de melhor. Esse é o propósito do Projeto Riquezas da Mata do Sebrae/PE, que, nesta quarta edição, trouxe empreendedores dos municípios de Feira Nova, conhecida como a Terra da Farinha, e de Ipojuca. No evento, que foi realizado entre os dias 29 e 30 deste mês, na sede do Sebrae/PE, no bairro da Ilha do Retiro, seis produtores, sendo três de cada região, tiveram a oportunidade de expor seus produtos e ter acesso a um novo mercado.

“É uma oportunidade que promove troca de vivências. Um artesão conhece o outro e faz seu produto ser reconhecido. É uma experiência muito rica em todos os sentidos e gera também a possibilidade de venda, embora o grande objetivo seja, de fato, a divulgação do produto. A ideia é que o cliente possa vir, experimentar os produtos e dar acesso ao novo mercado”, conta Alexandre Alves, gerente do Sebrae/PE.

Sandra Moraes é uma das empreendedoras de Ipojuca que expôs seu trabalho nesta edição. Ela trabalha com artesanato e estamparia, sendo responsável pelo design, modelagem e costura das roupas. “O Sebrae sempre me ajudou muito. Fiz diversas capacitações, inclusive sobre orçamento, precificação e moda autoral, e isso agregou muito ao meu negócio”, diz a artesã, que já participou de diversas feiras, incluindo a Fenearte.

Representando Feira Nova, Janielle Pascoal expôs produtos orgânicos provenientes da agricultura familiar. “É a primeira vez que participo do Riquezas da Mata e estou gostando demais. Muitos produtos venderam bem, as pessoas estão conhecendo nosso trabalho. Além dos das verduras e tubérculos, também trouxemos bolo de cenoura e de mandioca, que chama muito a atenção das pessoas, que sempre adoram um docinho”, explica Janielle.

Mariano Xavier, que também é da cidade de Feira Nova e trabalha com a produção de farinha há mais de 60 anos, ficou muito satisfeito com a procura por seus produtos durante a feira. “Foi muito além das minhas expectativas. Eu não esperava vender nem a metade do que eu vendi nesses dois dias. Fui muito bem recebido e ainda fiz uma renda boa”, conta Mariano, que participa de todas as etapas da produção, desde o plantio até o beneficiamento.

“Seu Mariano é representante de uma tradição secular de base familiar, que produz, beneficia e transforma a mandioca no produto final. A família dele trabalha com isso há décadas e de forma artesanal. Durante esse tempo, ele se reinventou e passou a oferecer as mercadorias numa embalagem diferente e isso cativa o consumidor, que valoriza esse produto tradicional e todo o processo pelo qual ele passa”, destaca Alexandre Alves.

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