As micro e pequenas empresas (MPEs) seguem sustentando a geração de empregos em Pernambuco. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que, no último mês de abril, os pequenos negócios geraram mais de 4,7 mil vagas de emprego formais. No recorte do primeiro quadrimestre, o cenário também é favorável: ao todo, as MPEs foram responsáveis pela abertura de 14,8 mil vagas, enquanto as médias e grandes empresas (MGEs) registraram saldo negativo de 7,4 mil vagas no período.
O desempenho reforça uma trajetória positiva observada desde o início deste ano. Em janeiro, as micro e pequenas empresas criaram 2.452 empregos formais; em fevereiro, 2.882; em março, 4.804; e, em abril, 4.706. O ritmo de contratação também supera o observado no primeiro quadrimestre de 2025, quando as MPEs haviam sido responsáveis pela abertura de 13.838 vagas, frente às 14.844 registradas neste ano.
Os pequenos negócios vêm demonstrando resiliência ao manter um desempenho consistente na geração de empregos, mesmo diante de um cenário econômico desafiador. Entretanto, a continuidade desse movimento dependerá da evolução de outros fatores. Uma redução das taxas de juros e da inflação, maior previsibilidade do cenário econômico e maiores definições da reforma tributária podem fortalecer a confiança dos empreendedores e estimular novos investimentos e contratações.
Sylvia Siqueira, economista e líder de Inteligência de Mercado do Sebrae/PE.
SETORES
Em Pernambuco, entre os setores que mais contribuíram para o resultado da geração de empregos pelas micro e pequenas empresas estão a Construção Civil e os Serviços. Entre abril e janeiro, a construção respondeu pela abertura de 7.204 vagas, com destaque para as atividades de construção de edifícios, obras de engenharia civil e incorporação de empreendimentos imobiliários. Já o setor de Serviços gerou 7.763 postos de trabalho, impulsionado principalmente pelas atividades de teleatendimento, serviços de engenharia, ensino fundamental e condomínios prediais.
Nas médias e grandes empresas, por outro lado, o saldo negativo foi fortemente influenciado pela indústria de transformação. O setor encerrou mais de 11 mil postos de trabalho entre janeiro e abril, respondendo pela maior parte da retração das vagas registrada pelas MGEs no período.

