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Startup de restauração de sistemas recifais vence Prêmio Nacional de Turismo

A Biofábrica de Corais vem salvando corais brasileiros e o negócio foi premiado na categoria sustentabilidade, em evento em Brasília.
Por Vitória Vilela
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Rudã Fernandes é engenheiro de pesca e o diretor à frente da Biofábrica de Corais, uma startup de biotecnologia e restauração de ecossistemas recifais. O negócio pernambucano foi o vencedor do Prêmio Nacional do Turismo, na categoria Turismo Sustentável e Ações de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas, entregue durante o Salão Nacional de Turismo, que ocorreu entre os dias 15 e 17 de dezembro, em Brasília, promovido pelo Governo Federal.

“A Biofábrica busca integrar atividades científicas com atividades tradicionais para escalonar suas ações ao mesmo tempo que possibilita a geração de novas atividades econômicas”, comenta. Para Rudã, receber um prêmio nacional significa o reconhecimento de sua jornada. “Coroa todo nosso esforço ao longo dos últimos anos. E é uma excelente vitrine para o nosso trabalho, ao mesmo tempo que indica ao mercado que a nossa perspectiva está muito alinhada com o que pode ser o futuro do mercado”, acrescenta.

A vontade de trabalhar na área veio desde a infância: “Meu pai me levava para pescar e era aquarista, então sempre foi algo que gostei. Assim que saí do ensino médio, já sabia o que queria e, desde o primeiro dia da graduação, sempre quis trabalhar com peixes ornamentais”.

Rudã já trabalhava com aquarismo e alimentação de peixes ornamentais, mas migrou para corais. Então procurou professores para fazer seu projeto de doutorado e encontrou um em Recife. Após isso, pediu demissão do emprego que tinha em São Paulo e deu início a sua nova jornada. “Conseguimos nosso primeiro financiamento em 2018, abrimos CNPJ em 2021 e iniciamos nossas operações em 2022. Nosso diferencial é que somos a primeira startup de restauração de sistemas recifais do Brasil e tentamos nos associar a vários segmentos de mercado possíveis”, comenta.

A partir da vontade de sensibilizar as pessoas com a causa da conservação de recifes e de difundir a metodologia da empresa para outras comunidades que possam promover a sustentabilidade, uma parceria com o Sebrae foi fundada. “Iniciamos essa parceria para elevar nosso programa de turismo regenerativo. Também fomos acelerados pelo programa Fast Motion do Sebrae, que nos ofereceu muitas ferramentas práticas que facilitam o nosso trabalho. Tenho muito interesse em continuar trabalhando com o Sebrae e vejo uma infinidade de outras possibilidades no nosso futuro”, diz Rudã.

Agora, o empreendedor foca em consolidar seus produtos (o Programa de Turismo Regenerativo e o Programa de Adoção de Corais), bem como aumentar o número de animais cultivados para competir a nível internacional no mercado. “O principal impacto que esperamos é contribuir para o desenvolvimento de novas perspectivas para a restauração de ecossistemas, desenvolvimento de novas profissões, produtos e serviços ligados à conservação, além de estimular que todos os recifes tenham empresas ou órgãos salvaguardas deles, o que possui um grande potencial de geração de empregos”, encerra o empreendedor.

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