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De negócio familiar à referência em ESG

Fundada há quase 50 anos, Fialho Fardas consolidou sua atuação no mercado ao investir em gestão, sustentabilidade e inovação
Por João Pedro Freitas
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O que começou com apenas duas máquinas de costura e o sonho empreendedor de Dona Glauce Fialho transformou-se em uma empresa consolidada no mercado de fardamentos e equipamentos de proteção individual. Hoje, com quase cinco décadas de história e atenta às novas demandas do mercado, a Fialho Fardas tem apostado na adoção de práticas de ESG como motor para o seu crescimento – uma estratégia que já gera resultados ambientais, sociais e econômicos para o negócio.  

Os números ajudam a dimensionar essa transformação. Em pouco mais de um ano de trabalho estruturado, a empresa reaproveitou 11,9 toneladas de resíduos têxteis, evitando a emissão de 23,8 toneladas de dióxido de carbono (CO₂). Além disso, cerca de 80% da matriz energética da Fialho Fardas passou a ser proveniente de energia solar, o que resultou em uma redução aproximada de 45% nos custos com energia elétrica.

A organização também vem acumulando reconhecimentos. O mais recente deles foi a conquista da certificação em Boas Práticas ESG, reforçando uma cultura voltada para a qualidade, a responsabilidade socioambiental e a melhoria contínua. 

Embora essa agenda tenha ganhado mais força nos últimos anos, a empresa entende que muitos dos princípios que orientam suas ações já faziam parte do dia a dia do negócio. Essa história começou em 1978, quando Dona Glauce Fialho iniciou a produção dos fardamentos. Hoje, Cláudio Fialho, filho da fundadora, atua como diretor-geral do negócio.

Ao lado dele está Ednalva Gomes de Araújo, diretora financeira da empresa e nora da fundadora, que acompanha essa trajetória há mais de duas décadas. Foi com a entrada dela, em 2000, que a Fialho Fardas iniciou uma nova fase marcada pela organização dos processos e pela busca por maior eficiência. Foram implantadas ferramentas de gestão, controles internos, fichas técnicas e ordens de produção.

“Essa soma de experiências e esforços foi fundamental para transformar a Fialho Fardas em uma empresa reconhecida pela qualidade, pela confiança e pela capacidade de se reinventar ao longo do tempo”, diz.

Os avanços na gestão resultaram em conquistas importantes. Em 2012, a empresa obteve o Certificado de Registro e Classificação Cadastral (CRCC), que a habilitou a fornecer para a Petrobras. Outro marco foi a certificação para fabricação de uniformes retardantes à chama, tornando a Fialho Fardas a primeira empresa de Pernambuco e a segunda do Nordeste habilitada a produzir esse tipo de Equipamento de Proteção Individual (EPI).

Mais recentemente, a empresa iniciou um processo mais estruturado de adoção da agenda ESG — o que, para Ednalva, representa mais um passo na evolução do negócio e reflete o amadurecimento da empresa. Nesse ponto, o apoio do Sebrae se mostrou fundamental para estruturar e mensurar iniciativas que já eram praticadas pela empresa.

“Com o tempo, percebemos que crescer de forma sustentável significava olhar além da produção e dos resultados financeiros. A agenda ESG nos ajudou a entender que qualidade, responsabilidade social, gestão eficiente e sustentabilidade caminham juntas na construção de uma empresa mais preparada para o futuro.”

Ednalva Gomes, diretora financeira da Fialho Fardas.

Na prática, os resultados vão além dos números. Parte dos resíduos reaproveitados foi transformada em ecobags e mochilas distribuídas em ações ambientais e institucionais, totalizando mais de 450 unidades produzidas. Já no âmbito social, a empresa apoia a capacitação de mulheres em situação de vulnerabilidade, realiza doações de retalhos para projetos comunitários e mantém parcerias com instituições de ensino, organizações sociais e iniciativas de conservação ambiental.

Atualmente, Kayke Fialho, filho de Ednalva e Cláudio, participa da gestão do negócio, representando um novo capítulo na trajetória da Fialho Fardas. Para a diretora, o desafio, agora, é preservar os valores que marcaram a história da empresa sem deixar de acompanhar as transformações do mercado.

“Dar continuidade a essa história significa respeitar tudo o que foi construído ao longo dos anos, ao mesmo tempo em que buscamos evolução, inovação e crescimento. Queremos seguir investindo em qualidade, sustentabilidade e no desenvolvimento das pessoas, sem perder os valores que construíram a nossa trajetória”, conclui.

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